Pentavalente Acelular

A ​Vacina Pentavalente Acelular (também chamada “penta”) é uma vacina que atua para prevenção de difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae tipo b e poliomielite (VIP).

Ainda sobre esse tipo de vacina, vale destacar as diferenças entre as vacinas pentavalente das redes pública e privada. Na vacina pentavalente da rede pública, o componente pertussis (coqueluche) contém células inteiras, enquanto que a da rede privada, ela é acelular, ou seja, não é feita com as células inteiras.

A eficácia e segurança de ambas é a mesma. A diferença está nas reações que, de acordo com estudos comparativos, são significativamente menores quando aplicada a vacina acelular da rede privada.

Outra singela diferença está na combinação de doenças que elas previnem. Enquanto a vacina da rede privada, a pentavalente acelular, atua na prevenção das doenças citadas a cima, a da rede pública, a pentavalente celular, protege contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae tipo b e hepatite B.

O que previne:

Para prevenção da Difteria, Tétano, Coqueluche acelular (Pertussis), Haemophilus b, Poliomielite e Hepatite B.

A Difteria é uma doença aguda, de transmissão respiratória, causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae, que produz uma toxina que leva à formação de uma membrana espessa na parte posterior da garganta (podendo causar asfixia), paralisia, insuficiência cardíaca e até mesmo à morte.

O Tétano é uma doença causada pela toxina da bactéria Clostridium tetani, presente na poeira de áreas urbanas e rurais. A infecção ocorre através de ferimentos, normalmente profundos e de difícil higienização. A toxina provoca contraturas musculares dolorosas, que normalmente começam nos músculos da face, podendo evoluir com paralisia generalizada e convulsões. Uma em cada 5 pessoas que adoece morre.

A Coqueluche é uma doença respiratória aguda causada pela bactéria Bordetella pertussis. Provoca ataques de tosse intensos que dificultam a deglutição e a respiração, podendo levar à pneumonia, convulsões, danos cerebrais e morte.

A bactéria Haemophilus influenzae do tipo b (Hib) causa doença invasiva e grave, principalmente em crianças abaixo dos 5 anos de idade. É transmitida de pessoa a pessoa por via respiratória e pode causar meningite, pneumonia e epiglotite.

A Poliomielite é uma doença infectocontagiosa aguda, causada por três tipos de Poliovírus (I, II e III). Apresenta-se na maioria dos casos de forma assintomática ou com sintomas inespecíficos, mas em 5 a 10% dos casos apresenta-se de forma grave, com quadro de paralisia importante, geralmente das pernas, que pode levar a uma sequela permanente e até a morte, caso a paralisia atinja a musculatura respiratória ou a infecção atinja o cérebro. 

Esquema de doses:

Para a vacinação rotineira de crianças (aos 4 meses e entre 12 e 18 meses).

Via de aplicação:

Intramuscular.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.
  • Em caso de doença aguda com febre alta a vacinação deve ser adiada até que ocorra a melhora.
  • Em pessoas com doenças que aumentam o risco de sangramento, a aplicação intramuscular pode ser substituída pela subcutânea.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação. Em casos mais intensos pode ser usada medicação para dor, sob prescrição médica.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Sintomas de eventos adversos persistentes, que se prolongam por mais de 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

Efeitos e eventos adversos:

  • Os eventos adversos e a frequência com que ocorrem são semelhantes nas duas vacinas e devem-se principalmente ao componente pertussis. Estudo comparativo mostrou que as reações a estas vacinas foram significativamente menores quando comparadas com a vacina combinada contra pertussis de células inteiras (DTPw).
  • Até 21% das crianças vacinadas experimentam reações no local da aplicação (vermelhidão, dor, inchaço); até 22% podem ter febre maior que 38ºC; e 1,9% pode ter febre a partir de 40ºC. Um por cento pode manifestar perda de apetite, vômito, irritabilidade, choro persistente e sonolência. De 0,01% a 1% pode apresentar convulsão febril e episódio hipotônico-hiporresponsivo (EHH); menos de 0,01%, problemas neurológicos (inflamação no cérebro, alterações de movimento), inchaço transitório nas pernas com roxidão ou pequenos sangramentos transitórios, e anafilaxia. Os eventos adversos são um pouco mais frequentes nas doses de reforço.
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